Taxa SELIC baixa, e agora?

O Comitê de Política Monetária (COPOM) do Banco Central anunciou que existe um limite para a queda da taxa Selic para menos de 5%, mas o comunicado divulgado logo após o encontro do comitê indica que a taxa básica de juros tem espaço para recuar um pouco mais nos próximos meses deste ano, não passando dos 4%. Por ora, Bradesco e Credit Suisse continuam a projetar que a taxa básica cairá para 4,50% no fim deste ano e se manterá nesse nível pelo menos até o fim de 2020. 
Essa queda traz uma série de consequências, entre elas, a redução da taxa de juros para empresas tomadoras de crédito. A taxa Selic é usada como base para as instituições financeiras fixarem as taxas de juros de acordo com o percentual ao ano da Selic. Com isso, quanto menor for, melhor será para as empresas, que terão opções de linhas de crédito com taxas menores. 


A Peak Invest, fintech de crédito que atua na modalidade P2P lending, impulsionada pela redução da taxa básica de juros, diminuiu a taxa máxima de juros para o tomador de crédito em 7% pontos percentuais, ficando abaixo de 3% a.m. 
“Com a redução acumulada da Selic, as empresas, sobretudo as pequenas e médias, encontram um ótimo cenário, pois conseguirão obter linhas de crédito com taxas mais justas, e poderão utilizar esses recursos para investimentos em infraestrutura, processos de otimizações operacionais ou mesmo para ajustar o fluxo de caixa”, explica Marcio Berger, CEO e cofundador da Peak Invest. 

Essa última redução anunciada pelo Copom mostra que o ciclo de cortes ainda não chegou ao fim, mas estão se estabilizando novamente, até o final do ano, podem ser anunciadas novas reduções, o que representa uma boa oportunidade para pequenas e médias empresas aproveitarem essa onde de taxas menores para desenvolver seus negócios. 
E pelo lado do investidor, quem não pensar em diversificar vai ter menores ganhos. Isso não é uma conclusão para muitos, depende muito do suitability de cada investidor. Se os juros estão baixos os ganhos são menores. Um exemplo básico é a própria poupança, que irá render menos do que já rende.

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