Entenda o que é uma fintech

Cada vez mais vemos no nosso dia-dia plataformas digitais do meio financeiro. Enquanto assistimos uma live solidária vemos que as doações são feitas por meio de um app de pagamentos. Na hora que estamos no Youtube vemos anúncios de corretoras de investimentos. Ao ligar a televisão vemos propagandas de bancos digitais. Todas estas são modalidades de fintechs, que chegaram para ficar.

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O que são fintechs?

O termo Fintech vem do inglês da combinação entre Finance e Technology (Finanças e Tecnologia). É um termo utilizado para se referir às inovações e ao uso de novas tecnologias por empresas do setor financeiro. É um termo utilizado para se referir às inovações e ao uso de novas tecnologias por empresas do setor financeiro, para entregar serviços e produtos como soluções. A ideia destas empresas é utilizar as tecnologias de smartphones, tablets e computadores para atender seus clientes, sem perda de tempo e sem dificuldades.

A grande motivação para o surgimento das fintechs foi a crise econômica de 2008. Na ocasião, o banco norte-americano Lehman Brothers faliu e fez duas lacunas se abrirem: a primeira no sentido de existirem tecnologias com menores custos e maior flexibilidade e a segunda com vários funcionários demitidos dos bancos.

Aqui no Brasil, até pouco tempo atrás, os serviços e produtos financeiros acabavam ficando todos concentrados nos grandes bancos.  Com as fintechs surgindo, o movimento foi ganhando espaço aos poucos, por conta de uma barreira relacionada à confiança das pessoas, que fazia (e ainda faz) muita gente ter um certo receio de colocar seu dinheiro em plataformas digitais. Porém, aos poucos, as pessoas foram entrando nesse mundo e viram que, além de serem mais práticos, menos burocráticos e com melhores taxas, muitas vezes os serviços costumam ser até mais seguros dos que já eram existentes.  Por isso que, inclusive, podemos chamar este movimento de “Revolução Fintech”.

No Brasil, de acordo com o Distrito Fintech Report 2020, existem 742 fintechs, distribuídas nas categorias Backoffice, Câmbio, Cartões, Crédito, Criptomoedas, Crowdfunding, Dívidas, Fidelização, Finanças Pessoais, Investimentos, Meios de Pagamento, Risco e Compliance, Serviços Digitais e Tecnologia. São mais de 40.000 pessoas trabalhando nestas empresas e, desde 2015, mais de US$ 2,4 bilhões já foram investidos em startups financeiras no Brasil.

Crédito e Investimentos

As soluções de crédito e investimentos, que sempre foram típicas de bancos. As grandes reclamações por parte dos clientes envolviam a burocracia, dificuldade de ter acesso a bons produtos e taxas nada interessantes (caras nos empréstimos e ruins nas aplicações).

Com o movimento das fintechs, as pessoas e as empresas passaram a ter excelentes alternativas, tanto para empréstimo quanto para investimento. Corretoras digitais, robôs investidores, comparadores de crédito são alguns destes exemplos.

E uma categoria muito interessante que junta estas duas pontas são as plataformas de P2P Lending. Trata-se de um movimento que teve origem no Reino Unido e se difundiu para o mundo todo. O crédito peer-to-peer basicamente é uma forma de empréstimo coletivo, na qual tomadores de crédito são conectados a investidores por meio de plataformas digitais, sem a intermediação bancária.

Por parte do tomador, a vantagem é a desburocratização e condições melhores. Já para o investidor é a possibilidade de diversificar, investir valores relativamente baixo, recebendo juros com possibilidade de retorno superior ao do mercado. Para minimizar o risco dessa operação, as plataformas ficam responsáveis por fazer a análise de crédito do tomador e ter procedimentos para as cobranças.

Novos tempos

Com o movimento das fintechs vemos que aparecem centenas de novas opções, nas mais variadas categorias, que nos a ajudam num verdadeiro empoderamento financeiro. Cada vez mais estamos em busca de soluções digitais, visto que praticamente o tempo todo estamos como os nossos celulares em mãos. E, no aspecto das finanças, são as fintechs que possibilitam a existência de tais soluções.

E o movimento é tão forte que até mesmo os bancos precisaram se mexer, melhorando seus serviços e seus produtos. Até plataformas de investimentos e estão comprando fintechs. Dessa forma, opções não faltam, cabe a cada um conhece-las e encontrar as melhores opções para o seu perfil.

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Victor Barboza
Especialista em finanças e fundador da GFCriativa

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